Uma Duas, de Eliane Brum

img_0283

Não tinha maiores expectativas quando peguei esse livro para ler. Mas logo na primeira página fui arrebatada. Vou pedir licença a vocês para transcrever os primeiros parágrafos do livro, para vocês entenderem do que estou falando:

“A risada do braço. O sangue saindo pela boca do braço. Quantas vezes eu já me cortei?

E a voz da mãe no lado avesso da porta. Laura. Rasgo mais uma boca. Meu sangue garoa junto com a voz no piso do quarto. Laura. Minha mãe sempre foi assim. Ela sempre sabe o que estou fazendo.

Começo a escrever esse livro enquanto a minha mãe tenta arrombar a porta com suas unhas de velha…”

Gente….que história…dá um aperto no peito.

Uma filha e uma mãe que se odeiam, que se veem como a desgraça uma da outra. Será que alguém teria razão nessa história?

Bom… para você decidir se há ou não razão para tanto sofrimento, Eliane Brum traz no livro as duas versões: uma narrada pela filha Laura, e outra pela mãe Maria Lucia.

O livro inicia já com a Laura recebendo um telefonema de uma conhecida da sua mãe, dizendo estar preocupada porque Maria Lucia não dá sinal de vida já há alguns dias e também não está abrindo a porta do apartamento ou atendendo ao telefone. Os bombeiros são acionados e Laura é obrigada a ir ao apartamento para tentar abri-lo com uma cópia da chave que possui.

Finalmente quando conseguem entrar no apartamento, a cena que veem é deprimente. A mãe está no chão imóvel. Logo percebem que está ali já há alguns dias, já que se encontra abandonada em meio a fezes e urina, fraca, subnutrida e com lesões no pé.. rapidamente os olhares julgadores se voltam à Laura, filha que abandona a mãe à própria sorte …

Laura então a leva ao hospital. Uma psicóloga e uma assistente social explicam que a mãe precisará de cuidados especiais, e que não poderá mais viver sozinha. Laura então é forçada a abandonar o emprego para cuidar da mãe, passando a morar também no seu apartamento.

E é assim, debaixo do mesmo teto, que as duas vão escrever as suas histórias. Cada qual com a sua versão, tentando explicar ao leitor o motivo de tanto ódio e aversão. Mas será que esse rancor é real, ou ficção? será que há redenção possível, mesmo quando a contaminação pelo ódio é terminal?

O livro é curtinho, aproximadamente 140 páginas, de uma leitura fácil e fluida. Li em praticamente em 1 dia. Mas a história é carregada, é pesada, não é para qualquer um…de toda forma, eu recomendo. Dei três estrelas e meia.

Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksiévitch

img_0239

Um livro devastador da vencedora do Nobel de literatura 2015, Svetlana Aleksiévitch. 

Vozes de Tchernóbil traz depoimentos de pessoas que sentiram na pele os dramas do maior desastre nuclear ocorrido no século XX, a partir de uma série de explosões que destruiu o reator da central elétrica atômica de Tchernóbil, em 26 de abril de 1986, na fronteira com a Bielorússia. 

O drama do desconhecido, da desinformação. Ninguém até então pensava que o átomo usado para meios pacíficos pudesse causar a destruição que causou. Os depoimentos colhidos pela autora vão trazer o sentimento do povo soviético ante o desastre, fazendo ao mesmo tempo sua ligação com o regime socialista da época. 

Gorbatchóv não deu declarações por mais de uma semana…sumiu… e, quando apareceu na TV, procurou acalmar a população, afirmando que o incêndio na central nuclear estaria controlado e que nao haveria necessidade para pânico.

Enquanto isso, pessoas desavisadas continuavam suas vidas em áreas que “ardiam” de radiação, como se nada tivesse acontecido. 

Alguns físicos tentaram alertar, mas logo eram declarados inimigos do Partido, acusados de tentar incitar o pânico. 

Liquidadores, pessoas enviadas às áreas afetadas para “desinfectar” o local e construir o sarcófago no reator que explodiu, trabalhavam geralmente sem equipamentos de proteção adequados, muitas vezes sequer havia equipamentos. Os dosimetristas se espantavam com os alarmantes índices de radiação detectados, mas eram obrigados a mentir para a população sobre a gravidade da situação.

As zonas afetadas viviam clima de guerra, com militares invadindo as cidades e dando ordem de evacuação para milhares de pessoas, que só foram autorizadas a levar o mínimo possivel consigo, proibindo-as, ao mesmo tempo, de levar os seus animais de estimação, que tiveram posteriormente de ser caçados e sacrificados, em passagens retratadas no livro como verdadeiras cenas de horror.

As desastrosas consequências sofridas pela população ao longo dos muitos anos … as muitas gerações perdidas…a marca de Tchernóbil tatuada nas eternas vítimas do desastre… as cidades fantasmas…

Esse livro não é para qualquer um. É arrasador. É pesado. É devastador. É altamente necessário!

Para aqueles que nao conhecem bem o tema, sugiro, antes de ler o livro, que procurem assistir a um dos vários documentários disponíveis no Youtube sobre o assunto. Vai ajudar a contextualizar melhor o leitor.

Enfim, QUE LIVRO, senhoras e senhores… QUE LIVRO!

Recomendo demais!! ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

 
 

As Espiãs do Dia D, de Ken Follett

img_0229

Baseado numa história real, a narrativa trazida no livro se passa em dez dias, de 28 de maio a 06 de junho de 1944, que ficou conhecido como o dia D.

O ritmo do livro, portanto, é frenético. 

A invasão da França pelos Aliados já está em vias de ocorrer – é o fim da Segunda Guerra Mundial – e, nesse contexto, uma operação de sabotagem, comandada pela agente Felicity Clairet, assume papel essencial no sucesso da Resistência Francesa.   

Após alguns imprevistos e baixas inesperadas, a agente Flick, como Felicity era conhecida, é obrigada a formar uma equipe de ultima hora, composta exclusivamente por mulheres, e que, embora relativamente inexperientes em questões de espionagem, ficam responsáveis por aniquilar a maior central telefônica da Europa, situada em um palácio na cidade de Saint-Cécile. Para isso, elas terão que se disfarçar de faxineiras do palácio. 

Mas entrar no palácio não vai ser tarefa fácil, muito menos sair dele. O lugar, por ser estratégico para a comunicação das tropas de Hitler em todo o Terceiro Reich, é altamente vigiado e à prova de bombardeios.

A equipe Jackdaws, como ficou conhecida, irá encarar diversas intercorrências durante a sua missão, e nesse meio tempo Flick terá que ponderar se tomou a decisão correta sobre a escolha das integrantes do seu time, afinal, barrar a comunicação alemã numa das maiores fortalezas de Hitler antes que os Aliados deem início à invasão, numa época recheada de mortes e traições, pode ter se mostrado uma ideia arriscada demais….

É um bom thriller, gostei bastante. Leitura rápida e gostosa como todo livro de Ken Follett. 

Dias de Abandono, de Elena Ferrante

img_0175

Sinceramente não sei dizer se gostei ou não do livro.

Dias de Abandono conta a história de Olga, que, logo no início do livro, tem que lidar com o pedido de separação repentino comunicado pelo marido Mario durante um jantar rotineiro em família. 

Ele simplesmente vira e diz: não dá mais. Preciso ficar só.

De inicio ela pensa que é só uma fase, então procura manter a calma e a postura, recusando-se a assumir o papel de mulher abandonada. Então segue a vida como se nada tivesse acontecido, apenas aguardando compreensivamente a “crise” do marido terminar, afinal de contas isso já teria ocorrido outras vezes.

Mas, ao contrário do que ela esperava, Mario não muda de ideia e logo Olga descobre que, na verdade, o seu marido já tinha uma outra companhia. 

Recusando-se, em seus pensamentos, a se sentir a “pobre coitada mulher abandonada”, Olga tenta se reaproximar do marido, usando, para dramatizar ainda mais sua situação, os dois filhos menores Gianni e Ilaria.

Mas seus esforços não dão certo e, ao longo das breves páginas (o livro tem 184 pgs), o que vemos é a total transformação de um personagem, que entra num verdadeiro surto psicótico. 

Angustiante, pesado, perturbador. Olga se torna a tão temida “pobre coitada” e suas reações vão mexer forte com os sentimentos do leitor.

É um livro pesado, real, forte, assim como qualquer outro de Elena Ferrante, mas esse em particular me deixou tão perturbada que, no fim, simplesmente nao sei dizer se gostei ou não.

Enfim, deixo para vocês decidirem e comentarem…

Toda Luz Que Não Podemos Ver, de Anthony Doerr ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

img_0128

Só amores por esse livro!! Apaixonada por sua sensibilidade e a forma como a história foi contada! Lindo demais!!

O livro vai abordar a história de dois personagens centrais durante a Segunda Guerra Mundial: Maurie-Laure LeBlanc, uma garota francesa cega, que mora com o pai, viúvo, chaveiro do Museu de História Natural em Paris; e Werner Pfenning, um garoto alemão, órfão, irmão de Jutta, que, apaixonado por transmissões de rádio e fascinado por ciências mecânicas, acaba entrando para uma escola de treinamento da elite militar nazista.

Quando Paris é invadida, o pai de Maurie-Laure recebe a missão de tirar do Museu e guardar em local seguro um precioso diamante, chamado Mar de Chamas, de valor incomensurável. Segundo a lenda, esse diamante seria amaldiçoado e quem o guardasse, embora não pudesse morrer, veria seus entes queridos serem atingidos por graves infortúnios.

Fugindo de Paris, pai e filha vão se abrigar na casa do tio-avô de Maurie-Laure, Etienne, um ex-combatente de guerra, que mora com Madame Manec, sua governanta, na cidade de Saint-Malo. Lá a história vai se desenrolar e os personagens da casa vão acabar se envolvendo com a Resistência francesa, contribuindo especialmente com o envio de mensagens via rádio.

Paralelamente, Werner Pfenning, que quando criança adorava ouvir programas de rádio com a irmã, torna-se cada vez melhor em suas tarefas, e, junto com um colega chamado Volkheimer (que frequentou a mesma escola militar), passa a trabalhar numa equipe especial dos nazistas destinada a identificar transmissões ilegais de rádio.

Embora se torne bom no que faz, Werner, dentro de si, passa a questionar as razões pelas quais exerce o seu ofício (especialmente após um incidente que ocorre com o seu amigo Frederik durante os rigorosos treinamentos na escola militar nazista). Para ele, as ciências físicas e mecânicas que o fascinavam e que sempre lhe serviram de instrumento de admiração, agora passaram a lhe assombrar com a sua capacidade mortífera. Esse dilema e as reflexões que brotam a partir daí são alguns dos pontos altos do livro, em minha opinião.

Os destinos de Werner e Marie-Laure vão se cruzar em Saint-Malo só em 1944 quando os aliados já estão para invadir a Normandia e libertar a França.

Não vou me estender na história para evitar spoiler, mas o que eu posso dizer é que a história se desenvolve de uma forma bela, magnificamente contada por Anthony Doerr.

No final vai dando aquele aperto no peito… não vou negar que algumas lágrimas foram derramadas…

O livro foi o vencedor do prêmio de ficção da edição 2015 do Pulitzer.

Leitura gostosa, fácil, rápida e emocionante. Recomendo DEMAIS!!

A Revolução dos Bichos, de George Orwell ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

img_0099

Um clássico da literatura mundial, escrito durante a Segunda Guerra Mundial e publicado em 1945, A Revolução dos Bichos, uma sátira ao regime comunista de Stálin na União Soviética, narra a história de alguns animais que, insatisfeitos com a tirania e exploração desmedida dos humanos, resolvem se rebelar contra eles, expulsando-os da granja onde vivem. 

A partir daí, os bichos resolvem implantar um regime que denominam Animalismo (correspondente ao Socialismo), onde não existe propriedade privada, e onde todos são considerados iguais e trabalham em cooperação e harmonia em prol unicamente do bem comum.

Mas não tarda muito e o regime implantado começa a sofrer sutis alterações. 

Os porcos, animais considerados os mais inteligentes da Granja (e os que comandaram a revolução), logo assumiram a liderança dos demais animais e, automaticamente, começaram a organizar os trabalhos. Rapidamente eles convencem os demais animais de que, diante do seu papel de notória liderança e do grande esforço intelectual necessário para fazer a Granja funcionar, seriam merecedores de regalias que não estariam à disposição dos demais, como: dormir na casa principal, dormir em camas, consumir as melhores rações… 

As diferenças então começam a se tornar cada vez mais gritantes, mas ainda assim, através de estratégias de marketing e propaganda, os porcos tentam convencer os animais da granja que eles estão em condições muito melhores do que quando eles eram comandados pelos humanos.

 Mas logo logo é iniciada uma disputa pelo poder dentro da Granja (entre os próprios porcos) e todo o regime começa a ruir… passam a ser necessários racionamentos cada vez maiores de alimentação, trabalhos forçados ininterruptos, restrições de liberdades, e até mesmo execuções dos animais que se mostram contra as novas diretrizes estabelecidas na Granja.

Ao final, passa a prevalecer a máxima: “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros” e os animais, nas mãos dos porcos, passam a viver a mesma realidade opressiva comandada pelos humanos de outrora, ruindo com os objetivos da sonhada revolução… 

Rejeitado ainda hoje por diversos países comunistas (onde sua publicação é proibida), A Revolução dos Bichos é um livro que vale a pena ser lido! Uma sátira inteligente, bem humorada, contada através de uma fábula curta e de rápida e fluida leitura. Orwell, como sempre, excelente!

Pilares da Terra, de Ken Follett ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

img_0113

O livro se passa na Inglaterra do século XII e conta a história de Tom Builder, mestre pedreiro, que sonha em construir uma grandiosa catedral do início ao fim.

A oportunidade surge quando ele conhece o prior de Kingsbridge, o padre Philip, que compartilha do mesmo desejo: dar à comunidade de Kingsbridge uma bela catedral.

Ao redor do desejo de construção dessa catedral e dos muitos personagens do livro, forma-se uma intrincada e violenta trama, abalada por sangrentas batalhas pela sucessão do trono do rei Henrique I.

O livro, apesar de muito grande (quase 1.000 páginas) prende a atenção do leitor do início ao fim. Todos os personagens sao fortemente construídos pelo autor e conquistam logo de início.

A todo instante acontecem situações que causam as mais diversas reações no leitor! Se prepare!

Alguns personagens vão causar tanta repulsa que você, em algumas ocasiões, vai fechar o livro com raiva! Mas calma! Você logo vai voltar, porque não dá para parar de ler!

Como sempre está acontecendo algo, é impossível o leitor querer para de ler! É um livro para ser devorado!

São muitos personagens que assumem papéis centrais na trama: Tom Builder, Philip (prior), Waleran (bispo), Jack, Aliena, William, Ellen…

Você vai torcer fervorosamente por uns, vai sofrer demais com eles, vai ter repulsa de uns e ódio mortal de outros!

Com uma narrativa fácil e fluida, Pilares da Terra é uma intrincada trama, repleta de traições, que deixou muita saudade!!

Ken Follett depois desse livro virou um dos meus autores favoritos! Aguardem que farei mais resenhas de livros dele! 

Elena Ferrante

img_0081

O primeiro livro que li de Elena Ferrante foi A Filha Perdida, livro forte que traz uma visão crua da maternidade. Um verdadeiro tapa na cara da sociedade! Muito bom!

Fiquei intrigada com a forma de escrever da autora, e parti para ler a sua Série Napolitana, uma tetralogia, cujo último livro ainda está pendente de edição no Brasil.

Comecei a lei A Amiga Genial (primeiro da série) – que, aliás, está disponível no Kindle unlimited para quem é assinante -, e confesso que não me agradou muito…cansativo, o livro narra o cotidiano das amigas Lila e Lenu durante sua infância… mas é arrastado, nada acontece de interessante..só cotidiano enfadonho..mas quando vai chegando ja perto do fim (insista! Vá até o fim!), o livro vai ficando interessante e faz você refletir sobre algumas coisas…quando o livro termina, você quer saber a sequência, porque finalmente as personagens começam a crescer e a amadurecer… as amarguras da vida começam a imprimir fortemente suas marcas em Lila e Lenu.

Não tardou e parti, então, para o segundo livro da série A História do Novo Sobrenome. DEVOREI! Em três dias terminei. Lila e Lenu, aqui, vão enfurecer o leitor! Tive raiva das duas! Uma história de amizade doentia, destrutiva, mas ao mesmo tempo que mostra personagens carentes e marcadas por cicatrizes profundas.

Já comprei o terceiro livro da Série, História de Quem Foge e de quem Fica, e já vou dar o start!

Quem aí já leu Ferrante?

 

 

O Nome da Rosa, de Umberto Eco

img_0053

No meu desafio literário dos 12 livros para ler em 2017, me propus a ler em Janeiro O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

Já tinha assistido o filme (que eu adoro!), mas a experiência com o livro, em geral, sempre é mais satisfatória. E aqui não foi diferente.

O livro é espetacular! Aqui, o monge Guilherme e seu aprendiz Adso (que é o narrador da história), em missão para mediar desavenças entre franciscanos apoiadores do Imperador e os seguidores do papa, chegam a um mosteiro e acabam sendo incumbidos de desvendar misteriosos assassinatos que vem ocorrendo na abadia, todos envolvendo de alguma forma os segredos que circundam a centenária biblioteca do mosteiro.

Mas, na verdade, o que menos importa na história toda é a trama de assassinatos. O livro traz belíssimas reflexões sobre a natureza do ser humano, principalmente nas conversas que ocorrem entre Adso e Guilherme, como:

“Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as mentiras podem ser reconhecidas como tais por uma alma piedosa”.

“Os livros não são feitos para acreditarmos neles, mas para serem submetidos a investigações. Diante de um livro não devemos nos perguntar o que diz, mas o que quer dizer”.

“A única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.

Um espetáculo!

Mas nao posso deixar de indicar um ponto negativo: o livro contém algumas passagens em latim, que não são traduzidas nem em nota de rodapé. Algumas o leitor vai conseguir decifrar, mas outras terá que recorrer a dicionários … mas nada que tire o brilho do livro!

Primeiro desafio cumprido! Avante!!

 

Novo na Estante

Nova aquisição para embelezar minha estante!

O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon (editora José Olympio), é um clássico da literatura infanto-juvenil que conta a história de Tistu, garoto com raro poder de semear o bem por onde passa.

Essa é uma edição especial capa dura emoborrachada, com ilustrações belíssimas!

Uma leitura agradável, livro curtinho, para se ler numa tarde!